quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cigarros

Sorrisos flutuam. Alguns se perdem no ar, se esvaem. Por esses eu tenho vontade de chorar. Dói o coração.

Mas lembro que esses sorrisos estiveram em mim são como fumaças de um trago. São tóxicos infeccionando meu corpo, tirando ar do meu pulmão e que insisto em prender. São vícios que preciso expelir para sentir o verdadeiro prazer que é olhar, ao longe, os desenhos que eles formam no ar.

Quando eles se vão, vêm outros. Meu corpo sempre se preenche de sorrisos, mesmo quando alguns desses são mais breves que o cigarro depois do sexo.

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