quinta-feira, 20 de março de 2014

Luzes

Aquela conversa iluminou a noite e o caminho que não era meu. Era para ser dia, mas o horário de verão acabou. Amanheceu. Sabe quando, no meio da noite, depois de um dia de bastante sol, podemos cavar a areia da praia e ver microcósmicas luzes incandescerem em nossas mãos, com peso nulo das estrelas? Não sabe? Tente, é lindo.

Vi essas areias brancas, cheias de luz, em Lagoinha do Leste. Vi essas luzes, novamente, em São José dos Campos, em uma noite que tentei tentar entender um sorriso. Sorriso de voz fácil, de bons assuntos. Sorriso de olhos-beira-mar, onde brilham estrelas se você mexer um um pouco. Onde se pode mexer com a voz, com um sorriso, com o olhar.

Mas, no fim, são essas luzes-beira-mar que mexem com você. São um riacho rápido. São olhos que respingam. Molham tudo por onde passam, até que os pingos formam um dilúvio.

Você nem nota. Se afoga.

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