quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Quinta-feira

E hoje chegaram os isqueiros. São três. Era para serem quatro. Um não veio. Mas eram quatro os presenteados, quando o pedido foi feito, em novembro. Em fevereiro muita coisa mudou. O presente era pra uma amada. Passou a ser de outra. Essa também deixou de ser presenteável, sobravam presentes. Ai entraram novos fumantes na vida. Nem quatro e nem três. Preciso de uns cinco.

Cigarro é uma coisa. Nunca tive relação de amor ou ódio com ele. Todas namoradas fumavam. Meu tal ex-marido também. Ele merecia um isqueiro legal. Mas é ex-marido-com-marido-novo, não rola dar nada. Eu não fumo, mas tenho cigarros de balada. Aqueles que a gente oferece quando quer chamar pra fora, criar um clima e dar uns amassos.

No bar, ontem, não fumei. Dei dois tragos em um cigarro alheio que acendi, mas não fumei. A pessoa que estava me olhando não fumava, então não precisei dos cigarros pro amasso. Ficamos em um Anexo mais vazio. Ela pediu meu número, eu menti. Ela foi embora contente, não iria ligar de qualquer jeito.

Era umas quatro da madrugada quando tomei o rumo de casa. Era tarde. Poderia ter ido com a garota, ela estava de carro e com mais um casal no carro. Mas dessa vez não. Voltei andando pelo único horário do dia que, em 2014, consegui sentir algum ar fresco nesse verão de janeiro. Foi uma caminhada do tipo que fazia em SP. Leve, livre e ligeiramente alcoolizado. Voltando abstrato pra casa, reparando nas praças como nunca tinha reparado, nas árvores e nas fachadas dos edifícios. E ainda acho aqui bem mais simpático que a capital.

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