quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Luiza: dos sonhos.

Na primeira noite, nos conhecemos. Era uma grande festa, com reggaeton, dezenas de pessoas, fogueiras. Luiza e eu acabamos adentrando em um carro como caroneiros de um racha. Duas pessoas no banco da frente, quatro atrás. Entre esses, eu, um nada demais, ela, um tudo, com o cabelo castanho comum, altura do ombro, sorrindo pra mim. Foi nossa primeira vez.

Na segunda noite, dividíamos o apartamento. Cama king size, ela com cabelo castanho claro esparramado, eu tentando encontrar o sapato para ir trabalhar. Ela tomando suco de laranja. Eu com uma torrada enfiada na boca, atrasado. Eu entraria às 8h, ela às 9h.

Na terceira, supermercado. Precisávamos abastecer a geladeira. Ela empurrava o carrinho, cabelo mais claro, em trança. Eu tentava alcançar o pacote grande de sucrilhos, na prateleira mais alta, enquanto ela ria e pegava maçãs e mel. Ficamos mais velhos e ela mudou o cabelo. Mas tinha o mesmo sorriso das duas noites anteriores.


Luiza: três dias, três sonhos.
foi três vezes real.

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