quarta-feira, 9 de março de 2011

A máquina de costura e o guarda-chuva...

Confesso que nunca consegui compreender de verdade o que ela me pediu com isso. "A Máquina de costura e o guarda-chuva..."... Se ela quis me testar ou provar minha incapacidade, talvez tenha conseguido.
Mas isso não me impede de tentar lhe dar um texto curto.

Não era meio-dia e meu corpo reclamava do frio. Tempo nublado, chuva, nenhuma esperança de chegar seco em casa. Pelo menos não antes de encontrar a Isa no ponto de ônibus. Ela é bonita, sempre tem uma sombrinha na bolsa, além de um ombro que se pode abraçar para buscar a proteção. (Não é a primeira vez que busco refúgio nela. Outra noite, voltando da faculdade, não só chovia, mas faltava luz e relâmpagos faziam uma trilha sonora macabra para dois medrosos.).

Mas aqui era dia e a chuva fina que começou combinava bem com a falta de assunto. Não que fosse essencial falar. Com ela, tudo terminava em risos. Pegamos ônibus, voltamos juntos e molhados, cada um pra sua casa. Guarda-chuva nunca é suficiente para duas pessoas. Mas a amizade é.

E a máquina de costura? Continua passando pelas casas de botões que são as gotas de chuva nessa amizade.

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